
Presidente da CPMI do INSS diz que sigilo sobre Vorcaro “não interessa ao Brasil”
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu que Daniel Vorcaro deve ser “obrigado a falar” em seu depoimento à comissão para esclarecer a concessão de empréstimos consignados a aposentados.
O senador também criticou que o dono do Banco Master vem sendo “blindado” de forma “surpreendente e estranha”. Dias Toffoli, relator do caso Master no STF, retirou da comissão todos os dados da quebra de sigilo do banqueiro.
“Ele terá de nos explicar — e é bom que ele comece a dar explicações ao povo brasileiro — sobre como conseguiu esses contratos, de quem adquiriu e por que não tinha comprovação se as pessoas realmente autorizaram ou não o desconto em folha”, disse Viana em entrevista coletiva concedida ontem (29).
Segundo o senador, “há uma série de procedimentos que vem blindando o senhor Vorcaro de prestar esclarecimentos à população brasileira”. Para ele, o banqueiro “tem conseguido, de uma forma surpreendente e até estranha, apoios e resoluções que garantem a ele um sigilo que não interessa ao Brasil”.
Questionado sobre a possibilidade de Vorcaro obter um habeas corpus para não responder à CPMI, Viana fez um apelo direto ao relator do caso no Supremo. “Nós precisamos que o banqueiro que envolveu metade da República, do próprio Parlamento, o homem que é acusado de um desfalque bilionário em nosso país, seja obrigado a falar”, afirmou.
As convocações de Vorcaro e do ex-presidente do Banco BMG, Luiz Félix Cardamone Neto, foram anunciadas por Viana na quarta (28). Ambos vão depor na próxima quinta (05).
