Offline
MENU
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/9f22fe65968d79b6f45efc1523e4c4aa.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/80a574611830c0240c40e4d3d91929b3.png
Indicado de Lula defende atuação do BC em questões de raça, gênero e renda
Publicado em 04/02/2026 12:35
Últimas Notícias

O economista Guilherme Mello, indicado pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad para uma diretoria do Banco Central do Brasil, foi um dos coordenadores de um plano do PT publicado em 2020 que propunha mudanças nas regras do mercado financeiro e no papel da autoridade monetária.

 

O documento, intitulado “Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil”, foi elaborado como proposta econômica alternativa ao governo Jair Bolsonaro e serviu de base para o programa de governo do Lula na eleição de 2022.

 

 

À época, Mello atuou ao lado do então presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloizio Mercadante, atualmente presidente do BNDES. O texto foi assinado por Mercadante e pela então presidente do PT, Gleisi Hoffmann, hoje ministra das Relações Institucionais.

 

 

Mello é secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e foi indicado por Haddad para uma das duas vagas abertas na diretoria do Banco Central. O nome é visto com ressalvas por agentes do mercado financeiro, diante da proximidade com o PT e da atuação em propostas de viés intervencionista.

 

“Além de reverter o processo desmonte do estado brasileiro, será necessário torná-lo mais forte e presente, capaz de responder democraticamente e de maneira eficaz às necessidades do país e aos justos anseios da maioria pobre e excluída de nosso povo”, diz o texto de abertura do plano.

“A reconstrução do Brasil exige fortalecer a democracia, traumatizada pelos processos do golpe de 2016 e da cassação da candidatura Lula em 2018”, afirma o documento.

 

Entre as propostas, o plano defende a ampliação das atribuições do Banco Central para além do controle da inflação.

“O Banco Central precisará de instrumentos adequados para cumprir seu papel institucional, que deve ser ampliado para incluir a preocupação com o nível de emprego e com a estabilidade monetária e econômica”, diz um dos trechos.

 

O texto também sugere mudanças no regime de metas de inflação, com maior peso para o núcleo da inflação, que exclui preços considerados voláteis, como combustíveis. O documento propõe ainda a criação de um novo indicador para orientar a taxa básica de juros, sem detalhar sua metodologia.

 

Outro eixo do plano é a incorporação da redução das desigualdades sociais como critério nas decisões da autoridade monetária. Segundo o texto, o Banco Central “não pode ser alheia ao grave problema das múltiplas dimensões da desigualdade no Brasil (raça, gênero e renda)”.

 

 

O documento também defende o aumento da concorrência no sistema bancário e a adoção de medidas para evitar a sobrevalorização do câmbio. Nesse contexto, o PT propõe a regulação dos fluxos de entrada e saída de capitais como instrumento de política econômica.

 

“Para retomar o desenvolvimento será imprescindível desarmar as armadilhas do passado que sustentaram longos períodos de juros altos e câmbio sobrevalorizado”, diz o plano, que defende uma “regulação inteligente sobre os fluxos de entrada e saída de capital”.

 

Segundo o diagnóstico apresentado, o modelo vigente favorece a obtenção de lucros elevados pelos bancos, mas não cumpre adequadamente a função de financiar o consumo e o investimento produtivo, o que, de acordo com o texto, impõe custos elevados ao setor produtivo e às famílias.

 

Comentários
Comentário enviado com sucesso!