
O conselho do FGC aprovou ontem (10) plano emergencial para recompor o caixa após o impacto da liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O objetivo é assegurar liquidez compatível com os riscos do sistema financeiro até o fim do 1º trimestre.
O plano antecipa 5 anos de contribuições dos bancos, em 3 parcelas mensais. Também prevê mais 12 meses de aportes em 2027 e outros 12 em 2028. Na prática, o fundo poderá receber até 7 anos de contribuições de forma antecipada.
Os bancos ainda aceitaram elevar temporariamente as contribuições mensais ao FGC. O aumento deve variar entre 30% e 60% por, no mínimo, 5 anos.
Hoje, as instituições recolhem 0,01% ao mês sobre os instrumentos cobertos pelo fundo. No caso dos DPGE, as alíquotas são maiores.
Em nota, o FGC afirmou que discute a recomposição da liquidez com os bancos e com o Banco Central, sem detalhar medidas. “As discussões estão em andamento e uma deliberação deverá ocorrer no curto prazo”, informou.
Outra alternativa em análise é usar parte do compulsório sobre depósitos à vista para reforçar o caixa, medida que depende do BC.
O FGC já desembolsou cerca de R$ 36 bilhões de mais de R$ 40 bilhões previstos para cobrir credores do Master. Ainda faltam pagamentos ligados ao Will Bank, estimados em R$ 6,3 bilhões. O restante das perdas envolve créditos concedidos pelo próprio fundo a empresas do grupo.
