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Ex-sócio de Lulinha também se mudou para Europa após operação da PF no INSS
Publicado em 30/01/2026 13:53
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Assim como Fábio Luís Lula da Silva, que se mudou para Madri, na Espanha, seu ex-sócio Kalil Bittar foi para Lisboa, em Portugal, logo após a Polícia Federal deflagrar a operação contra o esquema de roubo dos aposentados. Kalil é irmão do empresário Fernando Bittar, um dos proprietários formais do sítio de Atibaia (SP), e já foi sócio de Lulinha na Gamecorp.

 

De acordo com as investigações, relata o Metrópoles, Kalil teria se aliado à lobista Roberta Luchsinger e a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como principal lobista do esquema, para intermediar a venda de canabidiol ao SUS, utilizando a influência do filho do presidente. Ele, inclusive, teria comprado passagens em classe executiva para que Lulinha viajasse a Portugal.

 

Em depoimento à Polícia Federal, um ex-funcionário do lobista afirmou que Lulinha recebeu R$ 30 milhões e uma “mesada” de R$ 300 mil. De acordo com o Metrópoles, “Bittar e Roberta seriam representantes do filho mais velho do presidente captando clientes. Lulinha entraria com o sobrenome do pai”. A mudança de Kalil para Portugal coincide com o período em que Lulinha decidiu se estabelecer em Madri.

 

 

Os negócios da dupla também envolveriam a RL Consultoria e Intermediações Ltda., empresa de Luchsinger, que atua na “intermediação de negócios com empresas nacionais e estrangeiras”. A empresária, que já foi alvo da PF no inquérito sobre o roubo contra aposentados e pensionistas, admite ter prestado serviços ao Careca na área de regulação do setor de canabidiol, mas nega envolvimento com a Farra do INSS.

 

A Polícia Federal, no entanto, chegou a apontar Luchsinger como suspeita de integrar o “núcleo político” da organização criminosa liderada por Antunes. Segundo a investigação, a lobista apresentava-se “como pessoa com acesso a estruturas de poder capazes de influenciar decisões de natureza política”, e sua atuação seria “essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais”.

 

A corporação também afirmou que Luchsinger manteve relação de fato com o Careca, especialmente em negócios ligados à saúde pública e em contatos com a Anvisa e o Ministério da Saúde.

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