
Pelo menos 43 mil pessoas teriam sido assassinadas pelo regime iraniano durante os últimos protestos contra o aiatolá Ali Khamenei, segundo levantamento divulgado pelo Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã.
A estimativa foi feita pela ONG independente a partir de investigações próprias, pesquisas de campo, verificação de imagens e vídeos recebidos, além de entrevistas com diferentes fontes dentro do país.
As manifestações tiveram início em 28 de dezembro, quando lojistas e comerciantes de Teerã fecharam seus estabelecimentos e foram às ruas. Em poucos dias, os atos ganharam se espalharam por todo o território iraniano, envolvendo diversas cidades e setores da sociedade.
O regime de Khamenei respondeu aos atos com repressão violenta. Além do assassinato de manifestantes, muitos também foram feridos pelo regime e sofreram ameaças de pena de morte. O Irã também bloqueou o acesso à internet em todo o país durante o período mais intenso dos protestos.
O governo iraniano nega o nº de mortos apontado pela ONG. Em nota, a embaixada do Irã no Vaticano classificou os dados como “uma grande mentira ao estilo [Adolf] Hitler”. “Não era esse o número de vítimas que eles planejavam causar nas ruas do Irã? Eles falharam e agora estão tentando fazer parecer verdade na mídia”, afirmou a embaixada, acrescentando que se trata de “um comportamento verdadeiramente desprezível”.
