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PF abre inquérito sobre influencers contratados para atacar BC e defender Master
Publicado em 28/01/2026 14:55
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“Projeto DV” previa pagamentos de até R$ 2 milhões

A Polícia Federal (PF) abriu nesta quarta-feira (28) um inquérito para investigar a contratação de influencers e páginas nas redes sociais para atacar o Banco Central (BC) e defender o Banco Master, liquidado pela autarquia no ano passado.

 

A abertura do inquérito foi autorizada, de acordo com o g1, por Dias Toffoli, relator do caso Master no STF.

 

O inquérito está sob o comando da Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor). Com base nas informações colhidas, a PF identificou elementos para instaurar a investigação, segundo a CNN Brasil.

 

No começo de janeiro, os influencers de direita Rony Gabriel, que também é vereador, e Juliana Moreira Leite disseram ter recebido propostas para divulgar, nas redes sociais, a narrativa de que o BC teria agido de forma precipitada ao liquidar o banco de Daniel Vorcaro.

 

A estratégia incluía a publicação de vídeos que demonstrassem decisões judiciais favoráveis e colocassem em xeque a atuação da autarquia.

 

De acordo com a Febraban, que divulgou nota sobre o caso na época, “foi identificado, no final de dezembro, volume atípico de postagens com menções à entidade e seus representantes, referentes ao noticiário sobre liquidação de instituição financeira”:

 

“Está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico”.

 

Segundo a jornalista Malu Gaspar, que teve acesso a documentos, mensagens e comprovantes de depósitos, contratos ligados ao “projeto DV” previam pagamentos de até R$ 2 milhões e cláusulas de sigilo absoluto, com o objetivo de evitar vazamentos e sustentar a aparência de “mobilização espontânea” contra o BC.

 

Os valores variavam conforme o alcance dos perfis:

 

Um influenciador com mais de 1 milhão de seguidores teria recebido proposta de R$ 2 milhões por três meses de trabalho, com oito postagens mensais.

Em outro caso, de um perfil com menos de 500 mil seguidores, a oferta foi de R$ 250 mil pelo mesmo período e número de publicações.

E, em ao menos uma situação, o pagamento foi feito antes da postagem.

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