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Bastidores: fraude em registro de Filipe Martins envolveu 4 americanos e 3 brasileiros
Publicado em 26/08/2026 11:37
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A fraude no registro de entrada de Filipe Martins nos Estados Unidos envolve quatro funcionários do serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e três representantes brasileiros. A informação consta da documentação tornada pública pelo juiz Gregory A. Presnell, responsável pelo caso.

Filipe Martins, preso com base em documento falso

O magistrado já está em posse dos nomes de todos os envolvidos, mas ainda os mantêm em sigilo para não prejudicar investigações internas. As referências tornadas públicas integram o conjunto de emails e mensagens trocadas entre os funcionários de ambos os países.

 

Este site apurou que, ao menos dois dos três brasileiros, são delegados da Polícia Federal. Um deles esteve lotado no National Target Center (NTC), junto ao CBP, e mantinha contato direto com os agentes do ICE.

 

 

Embora esses nomes ainda não sejam formalmente conhecidos, fontes ligadas ao processo suspeitam dos delegados Adriano Camargo e Marcelo Ivo, este último banido dos EUA após monitoramento ilegal de Alexandre Ramagem em solo americano.

 

No Brasil, a rede de servidores conectados ao caso envolveria ainda, segundo esses relatos, o delegado Fábio Shor, então responsável pelo inquérito que levou à prisão de Martins, e os delegados Marco Bontempo e Luiz Eduardo Navajas Telles Pereira, ambos associados à tramitação das informações e ofícios internacionais que reproduziram a informação migratória.

 

Presnell já indicou que pretende tornar públicos os nomes nas próximas semanas. Com a confirmação oficial da fraude, a defesa de Filipe Martins pedirá a revisão criminal do caso e a extinção da pena.

 

DANOS CONSIDERÁVEIS

 

A ata da reunião da Justiça da Flórida, divulgada nesta semana, descreve o momento em que o juiz Presnell faz críticas à procuradora-assistente dos Estados Unidos, Joy Warner.

 

“Há um registro falso que foi inserido nos registros da Patrulha de Fronteira e que prejudicou consideravelmente uma pessoa. O governo reconhece a falsidade dessa informação e sua gravidade. (…) a pessoa que foi afetada por isso — a saber, que foi presa por causa disso — tem o direito de saber como isso aconteceu e quem foi responsável”, diz o documento.

 

Em outubro de 2025, a própria CBP reconheceu que o registro utilizado no processo brasileiro havia resultado de uma falha em seu sistema. Está cada vez mais claro, porém, que a informação falsa foi inserida deliberadamente e não por um erro técnico.

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