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Caso Master: PGR pediu ao STF ‘preservação imediata’ de dados de Miranda
Publicado em 10/07/2026 11:59
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a “preservação imediata” dos dados ligados ao publicitário Thiago Miranda, alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada ontem (09) pela Polícia Federal (PF). A solicitação buscava garantir a integridade de possíveis provas digitais obtidas durante a investigação.

Thiago Miranda

 

A manifestação da PGR foi apresentada nos autos que autorizaram a operação, conduzida com aval do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O órgão pediu que sejam mantidas informações armazenadas em aparelhos eletrônicos e serviços de computação em nuvem.

 

“No que concerne aos aparelhos eletrônicos eventualmente angariados, como medida cautelar de natureza conservatória, voltada a evitar o perecimento, a adulteração ou a supressão de evidências digitais e a resguardar a efetividade do acesso a registros telemáticos, requer-se a determinação de preservação imediata dos dados vinculados ao investigado, inclusive aqueles armazenados em serviços de computação em nuvem”, disse a PGR.

 

 

A Procuradoria também solicitou a preservação de arquivos e registros técnicos associados aos dispositivos analisados.

 

“Deve-se impedir a exclusão, a alteração ou a migração de arquivos, preservando-se, também, os respectivos metadados, registros de acesso, endereços de IP e históricos de sincronização. Mostra-se pertinente, ainda, a autorização para acesso forense às contas e aos ambientes virtuais associados ao investigado, com extração técnica do conteúdo armazenado e observância da cadeia de custódia, assegurando a integridade, autenticidade e rastreabilidade dos dados coletados”, afirmou.

 

A nova fase da Compliance Zero apura suspeitas envolvendo uma organização criminosa ligada ao Banco Master, com possíveis ações de intimidação contra jornalistas, monitoramento ilegal de pessoas relacionadas a autoridades públicas, obtenção de informações sigilosas e tentativa de interferência em investigações.

 

Segundo a PF, Thiago Miranda teria atuado em uma “atuação coordenada em redes sociais” para comprometer a credibilidade do Banco Central (BC) e beneficiar interesses ligados ao banco.

 

Miranda, proprietário da Miranda Comunicação, conhecida como Agência MiThi, também é sócio do Portal LeoDias. O publicitário passou a ser investigado após aparecer em conversas extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

 

A PF afirma que ele participou da escolha de influenciadores contratados para divulgar conteúdos contra o Banco Central (BC) e jornalistas. As investigações apontam ainda que Miranda teria feito a intermediação de ações de comunicação após a liquidação do Banco Master e buscado contato com jornalistas criticados por Vorcaro.

 

 

A Agência MiThi atua no segmento de comunicação e reputação para clientes de alto poder aquisitivo. A empresa informa ter atendido mais de 200 marcas, entre elas Gucci, Balenciaga, Prada e XP Investimentos, além de oferecer serviços de “construção de reputação” e “gerenciamento de crise”.

 

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