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Justiça dá 48h para governo explicar mudanças no leilão de energia de R$ 515 bi
Publicado em 13/05/2026 11:44
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O juiz Manoel Pedro Martins de Castro Filho, da 6ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF), deu prazo de 48 horas para União, Aneel e Empresa de Pesquisa Energética (EPE) explicarem mudanças no leilão de reserva de capacidade (LRCAP) realizado em março deste ano.

 

 

Justiça dá 48h para governo explicar mudanças no leilão de energia de R$ 515 bi

O leilão é alvo de questionamentos sobre possível impacto bilionário nas tarifas de energia. A decisão foi tomada após a Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes das Indústrias de Energias (Abraenergias) pedir a suspensão do certame.

 

O magistrado negou, por ora, o pedido de liminar para barrar os efeitos do leilão, mas afirmou que a análise poderá ser revista após manifestação dos órgãos envolvidos.

 

A ação questiona o LRCAP de 2026, leilão voltado à contratação de potência para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo a Abraenergias, o modelo adotado pode gerar impacto superior a R$ 500 bilhões ao longo de até 15 anos.

 

 

 

Na decisão, Castro afirmou que não identificou, neste momento inicial, elementos suficientes para afastar a presunção de legalidade dos atos adotados pelo governo Lula (PT) e pelos órgãos reguladores do setor elétrico.

 

O magistrado destacou ainda o risco sistêmico de uma eventual suspensão do certame, já que os contratos previstos para assinatura neste mês estão ligados ao planejamento da expansão da oferta de energia do país.

 

O juiz também retirou o Ministério de Minas e Energia (MME) do polo passivo da ação, sob o entendimento de que o ministério integra a estrutura da União e não possui personalidade jurídica própria.

 

A decisão contraria parecer do Ministério Público Federal (MPF), que defendeu a suspensão imediata dos atos de homologação e assinatura dos contratos do leilão. No parecer, a procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira apontou “indícios de vícios graves” no certame, com potencial de gerar custos entre R$ 190 bilhões e R$ 510 bilhões em 10 anos.

 

 

 

O MPF questiona a modelagem do leilão, citando possível superestimação da demanda de potência contratada, aumento abrupto dos preços-teto poucos dias antes do certame e fragmentação excessiva dos produtos ofertados, o que teria reduzido a concorrência.

 

Outro ponto criticado pelo MPF é a exclusão de sistemas de armazenamento em baterias (BESS), já que oluções consideradas menos poluentes e mais flexíveis teriam sido deixadas de lado em favor da contratação de termelétricas movidas a combustíveis fósseis.

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