
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta terça-feira (12) que o grupo político ao qual pertence busca manter unidade nas articulações da direita em Minas Gerais para as eleições de 2026.

A declaração foi dada à imprensa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante a cerimônia de posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência da Corte eleitoral.
O parlamentar mencionou a reunião realizada mais cedo com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que é um dos nomes cotados ao Palácio Tiradentes, e discutiu a necessidade de construção de um alinhamento comum, independentemente da definição final sobre candidaturas ao governo estadual.
“A gente acredita que nós precisamos ser um grupo. A união agora realmente é mais importante do que qualquer coisa. A gente não pode deixar que o PT governe o nosso estado de novo”, afirmou.
Nikolas disse ainda que não há definição sobre uma candidatura única no estado e citou a possibilidade de o PL lançar nome próprio ou de haver apoio ao projeto de Cleitinho.
“Independente qual será a decisão, se o PL caminhar com candidatura própria ou se o Cleitinho decidir ser governador, nós temos que estar juntos. Se estiver aqui, Cleitinho estará conosco; se for Cleitinho, nós também estaremos com o projeto”, declarou.
O deputado afirmou que as articulações em MG fazem parte de um cenário mais amplo da estratégia eleitoral da direita, que também envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Segundo Nikolas, decisões sobre o estado passam por alinhamento com a liderança nacional do grupo político.
“Minas Gerais é um estado diferente porque ele realmente define as eleições a nível nacional. Existem algumas decisões que o Flávio irá fazer. Eu estou trabalhando como consultor, dando minhas opiniões”, disse.
O parlamentar acrescentou que o grupo pretende avançar na definição de candidaturas nas próximas semanas, para organizar a pré-campanha no estado.
“Espero que nas próximas semanas a gente consiga definir, porque está difícil até a base fazer campanha sem essa definição”, concluiu.
