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No Congresso, STF é apontado como principal ameaça à liberdade de expressão
Publicado em 13/05/2026 12:22
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O Supremo Tribunal Federal (STF) foi apontado por parlamentares como o principal fator de ameaça à liberdade de expressão no Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo Ranking dos Políticos. O levantamento mostra que 25% dos deputados federais e 43,3% dos senadores citaram a Corte como principal risco ao tema, à frente da chamada “cultura do cancelamento” e de outras instituições.

 

O que se espera de um ministro do STF?

A pesquisa “A Cabeça dos Parlamentares” ouviu 112 deputados federais e 30 senadores entre os dias 23 e 27 de março de 2026. A margem de erro é de 6,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

 

Além da percepção sobre liberdade de expressão, o levantamento identificou maioria favorável a pautas conservadoras ligadas à segurança pública. Segundo os dados, 64,9% dos deputados e 70% dos senadores apoiam a flexibilização total ou parcial das regras para posse e porte de armas de fogo no país.

 

 

A pesquisa também apontou apoio expressivo à redução da maioridade penal. Entre os deputados, 61,1% defenderam reduzir a idade mínima para responsabilização criminal para 16 anos, menos que isso ou mediante análise caso a caso. No Senado, o percentual chegou a 70%.

 

Apesar das posições mais rígidas em segurança pública, a ampla maioria dos parlamentares rejeita a pena de morte. Segundo o levantamento, 64,8% dos deputados e 73,3% dos senadores disseram ser totalmente contrários à medida.

 

Na área econômica, prevaleceu a defesa de privatizações seletivas. A maior parte dos entrevistados afirmou apoiar a manutenção de empresas estatais apenas em setores considerados estratégicos. Essa posição foi defendida por 57,4% dos deputados e 43,3% dos senadores.

 

O levantamento também mostrou apoio relevante ao fim da reeleição para cargos do Executivo. Na Câmara, 51,9% defenderam acabar com a recondução consecutiva para presidente, governadores e prefeitos. No Senado, o percentual ficou em 40%.

 

Já sobre o foro privilegiado, a Câmara apresentou divisão entre os que defendem a manutenção e os que apoiam o fim da prerrogativa. Entre os senadores, porém, predominou a posição favorável à continuidade do modelo atual.

 

O levantamento ainda classificou os partidos políticos em três espectros ideológicos. Na Câmara, Partido dos Trabalhadores, Partido Socialismo e Liberdade, Partido Democrático Trabalhista, Partido Socialista Brasileiro e Partido Comunista do Brasil foram posicionados no campo da esquerda. Já Partido Liberal e Partido Novo foram classificados como direita. As demais legendas foram enquadradas como centro.

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