
O deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, revelou a identificação de uma rede de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 39 bilhões. Segundo as apurações, o esquema atendia políticos, organizações criminosas e operações ilegais.
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A investigação aponta que o núcleo financeiro operava com diferentes mecanismos, como uso de criptoativos, fundos imobiliários e empresas de fachada para ocultação de recursos.
As apurações começaram a partir dos descontos associativos, valores retirados diretamente das aposentadorias sem autorização. O avanço das investigações identificou também empréstimos consignados fraudulentos.
De acordo com os dados reunidos, as práticas geraram prejuízo superior a R$ 7 bilhões a beneficiários da Previdência.
O relatório descreve a existência de uma estrutura com dezenas de empresas utilizadas para movimentação e dispersão dos valores, com transferências sucessivas para dificultar o rastreamento.
Segundo o relator, houve limitações ao avanço das investigações. Ele afirma que decisões judiciais e atuação de parlamentares impediram medidas como a convocação de dirigentes financeiros e o acesso a relatórios de inteligência.
Entre os pontos levantados, também há críticas ao papel do Supremo Tribunal Federal em decisões relacionadas ao caso.
Mesmo sem a aprovação do relatório final, o material da CPMI será encaminhado ao STF, ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. Ao todo, 216 pessoas foram listadas com indícios de envolvimento nas irregularidades.