
O Banco Master e a Reag Investimentos chegaram a deter 25% do capital do BRB após a compra de ações realizada antes da tentativa de aquisição do próprio Master pelo banco público. A informação é do site Metrópoles.
A operação ocorreu em julho de 2024, quando o Conselho de Administração do BRB aprovou aumento de capital com a emissão de 124 milhões de novas ações.
Com a operação, o total de papéis no mercado chegou a 486 milhões. Fundos e pessoas ligadas ao Master e à Reag adquiriram 33% das ações preferenciais e 11% das ordinárias, consolidando uma fatia equivalente a um quarto do capital do banco.
A emissão, porém, trouxe impacto financeiro. As ações foram vendidas por R$ 8,45, apesar de valerem R$ 9,95 à época, o que gerou prejuízo de R$ 107 milhões ao BRB.
Com a nova estrutura acionária, o bloco ligado ao Master e à Reag tornou-se o segundo maior acionista do banco, atrás apenas do Governo do Distrito Federal (GDF), que detém 48,3% das ações preferenciais e 56% das ordinárias.
Entre os principais investidores do grupo, o Will Bank, do conglomerado Master, passou a deter 13,2% das ações preferenciais — participação posteriormente executada pela Mastercard. João Carlos Mansur, fundador da Reag, adquiriu 12,2% das preferenciais. O Borneo FIP, ligado à Reag, ficou com 7,9%. Daniel Vorcaro, dono do Master, também comprou ações por meio da holding Titan.
Meses após a operação, Master e Reag foram alvo de ações da Polícia Federal e acabaram liquidados pelo Banco Central, deixando um rombo de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
