
O Banco de Brasília (BRB) negocia a venda de carteiras de crédito adquiridas com o Banco Master para o BTG Pactual, de André Esteves, considerado o inimigo número um de Daniel Vorcaro, além de outros bancos privados.
A operação faz parte do plano apresentado ao Banco Central (BC) para mitigar perdas decorrentes de negócios com a instituição de Vorcaro.
Segundo a Folha de S.Paulo, a estratégia apresentada na semana passada é a principal aposta do BRB para reequilibrar o balanço. De acordo com o jornal, quatro instituições financeiras demonstraram interesse na compra dos ativos do Master, e uma delas já sinalizou disposição firme para concluir a aquisição.
Um interlocutor ouvido pelo jornal, sob condição de anonimato, afirmou que “o BTG é um dos bancos que avalia o negócio”. Procurada, a instituição de Esteves informou que não comentaria o tema.
Ainda de acordo com a Folha, o BTG analisa todas as carteiras do BRB, tanto as provenientes do Banco Master quanto aquelas originadas pelo próprio banco brasiliense. Recentemente, o grupo de Esteves adquiriu ativos considerados de “boa qualidade” do BRB.
Paralelamente, o banco ligado ao governo do DF vem realizando uma série de operações com bancos privados para reforçar o caixa e atender à liquidez diária, diante de saques que já superam R$ 5 bilhões.
A venda das carteiras oriundas do Master enfrenta um entrave adicional: a definição do preço dos ativos. Em avaliação preliminar, o BTG considerou que os valores estão muito distantes dos preços registrados.
Segundo fontes consultadas pelo jornal, nem o próprio BRB dispõe, neste momento, de números definitivos sobre o valor real desses créditos.
Caso as carteiras do Banco Master tenham valor significativamente inferior ao montante assumido pelo BRB, o banco teria de reconhecer um prejuízo relevante.
