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MP pede condenação de Kalil e cobra devolução de R$ 103 mi
Publicado em 22/05/2026 12:05
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O Ministério Público de Minas Gerais pediu à Justiça a condenação do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), por improbidade administrativa. A Promotoria também cobra o ressarcimento de R$ 103,5 milhões relacionados a contratos de publicidade firmados durante a gestão municipal.

 

Segundo o MP-MG, uma pesquisa eleitoral de interesse de Kalil para a disputa ao governo de Minas Gerais em 2022 teria sido paga pela agência Perfil 252, empresa que mantinha contratos com a Prefeitura de Belo Horizonte. O levantamento custou R$ 60 mil.

 

De acordo com a manifestação apresentada à 2ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte, o pagamento da pesquisa teria funcionado como contrapartida para garantir a renovação e a execução dos contratos da agência com o município.

 

A Promotoria afirma ter reunido mensagens de WhatsApp, áudios e registros digitais que apontariam tratativas para contratação da pesquisa e pressão sobre o dono da agência para bancar o levantamento eleitoral.

 

A ação passou a tramitar apenas contra Kalil após os demais investigados firmarem acordos com o Ministério Público. Entre eles estão ex-secretários municipais e o proprietário da Perfil 252, que confessaram participação nas negociações envolvendo a pesquisa, segundo o MP.

 

 

Além da condenação por improbidade, a Promotoria pede a suspensão dos direitos políticos de Kalil por até 14 anos, aplicação de multa civil e perda de bens considerados obtidos de forma ilícita.

 

O caso ganhou novo peso após o Ministério Público sustentar que a estrutura contratual da prefeitura teria sido utilizada para beneficiar interesses políticos do então prefeito durante o período pré-eleitoral de 2022.

 

A defesa de Kalil nega irregularidades. O ex-prefeito afirma que a investigação criminal foi encerrada sem apontamento de crime e sustenta que não existem provas de participação direta dele nas tratativas investigadas.

 

A manifestação do Ministério Público foi protocolada na terça-feira (19) e agora será analisada pela Justiça mineira.

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