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Toffoli devolve caso Tanure à Justiça de SP e empresário vira réu
Publicado em 29/01/2026 14:14
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A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, aceitou denúncia do Ministério Público Federal e tornou o empresário Nelson Tanure réu por uso indevido de informação privilegiada.

 

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (28), um dia após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, devolver a investigação ao juízo de primeira instância.

 

Tanure foi denunciado pelo MPF por suposto uso de informações privilegiadas na negociação de ações da construtora Gafisa, da qual é acionista. O empresário nega a acusação.

 

 

Na semana anterior, a magistrada havia remetido o caso ao STF após pedido da defesa de Tanure.

 

Na denúncia, o MPF apontou uma suposta relação entre o empresário e o Banco Master, alvo de investigação em curso no gabinete de Toffoli no Supremo. A Procuradoria da República em São Paulo afirma que Tanure seria “assentado como sócio oculto” do banco, com influência exercida por meio de fundos e estruturas societárias complexas.

 

Nelson Tanure e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram alvos, em janeiro, de mandados de busca e apreensão no âmbito da operação Compliance Zero.

 

Ao analisar o caso, Toffoli descartou qualquer relação entre a investigação contra Tanure e o inquérito que apura fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master. Com esse entendimento, o ministro devolveu o processo à Justiça Federal de São Paulo.

 

Em nota, o advogado Pablo Naves Testoni, que representa Tanure, afirmou que o empresário lamenta o que classificou como “açodada denúncia” e disse ter convicção de que os fatos serão esclarecidos.

 

Segundo a defesa, a operação de aquisição da Upcon Incorporadora S/A, realizada entre 2019 e 2020, foi amplamente debatida na Gafisa.

 

“Com a publicação de fatos relevantes antes e depois do fechamento do negócio, que passou pelo crivo e foi aprovado pela maioria dos acionistas da própria construtora, que não foi sequer incluída na acusação”, afirmou.

 

A defesa sustenta ainda que a Comissão de Valores Mobiliários não apontou irregularidades na operação e que a Polícia Federal investigou os mesmos fatos sem identificar indícios de crime.

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