
Parentes de 1º grau de 8 dos 10 ministros do STF ampliaram suas atuações em tribunais superiores após a posse de seus familiares na Corte. A informação consta em levantamento publicado nesta manhã (04) pelo Estadão.
Segundo o levantamento, 70% dos processos que envolvem esses advogados foram protocolados depois da nomeação dos ministros ao STF.
O jornal identificou 1.860 processos em tramitação no Supremo e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com participação de parentes dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Flávio Dino.
Do total, 1.289 ações tiveram início após a posse dos magistrados na Suprema Corte — o equivalente a sete em cada dez processos. Outros 571 casos foram protocolados antes da chegada dos ministros ao STF.
Ficaram fora do levantamento os ministros André Mendonça e Cármen Lúcia, que não possuem parentes de 1º grau atuando em processos no STF ou no STJ.
Procurados pelo Estadão, apenas Melina Fachin, Guiomar Feitosa e Rodrigo Fux comentaram sobre a reportagem. Eles alegam, segundo o jornal, “que os casos em que atuaram nos tribunais superiores foram originados em instâncias inferiores e que se mantiveram nos processos quando ascenderam aos tribunais dos parentes”.