
A Polícia Federal (PF) investiga a compra “pulverizada” de ações do BRB pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pelo ex-sócio da instituição Maurício Quadrado e pelo fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur. A informação é do site g1.
Segundo a investigação, os três adquiriram papéis do banco público do DF como “pessoas físicas, mas por meio de vários fundos e estruturas intermediárias, o que teria dificultado a identificação dos reais compradores”.
A PF apura, de acordo com o site, por que as aquisições não ocorreram de forma direta, transparente e facilmente rastreável e por que os compradores não informaram ao BRB a condição de acionista. No ano passado, o banco público tentou comprar o Master, mas a operação foi impedida pelo Banco Central (BC).
Não há ilegalidade na compra de ações: o foco do inquérito está no modelo adotado para a aquisição, que pode ter ocultado a identidade dos compradores.
A identificação da participação acionária de Vorcaro, Quadrado e Mansur no BRB consta de relatório de auditoria externa iniciado em 2 de dezembro, a pedido da nova diretoria do banco.
Segundo o g1, o documento foi encaminhado na segunda (02) pelo atual presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao gabinete do ministro Dias Toffoli. O relatório também já foi encaminhado ao BC e à PF.
De acordo com a auditoria, Vorcaro, Quadrado e Mansur se tornaram acionistas sem relevância do BRB, categoria que não concede direito a voto, mas permite a detenção de até 5% das ações por investidor.
As aquisições teriam ocorrido durante a gestão de Paulo Henrique Costa, afastado judicialmente da presidência do BRB no mesmo dia da liquidação extrajudicial do Master.
Segundo a PF, os novos elementos indicam coincidência entre pessoas e fundos envolvidos na compra das ações do BRB e aqueles que participaram de operações consideradas suspeitas entre o BRB e o Banco Master entre 2024 e 2025.
A investigação da PF, segundo o site, busca esclarecer se o modelo de aquisição das ações guarda relação com essas operações e por que a participação acionária não foi informada de forma espontânea ao banco.