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Mantega teve cinco reuniões com assessor direto de Lula em 2024
Publicado em 28/01/2026 14:15
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O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega se reuniu ao menos cinco vezes, em 2024, com o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, um dos assessores mais próximos do Lula.

 

O cargo é ocupado por Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Segundo a agenda pública do assessor, os encontros ocorreram em 11 de janeiro, 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro.

 

No último encontro, em 4 de dezembro, Mantega estava acompanhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O nome do banqueiro não constou na agenda oficial do assessor presidencial.

 

Naquele período, o Banco Master enfrentava problemas de liquidez. Mantega atuava como lobista em favor da operação de venda da instituição ao BRB (Banco Regional de Brasília).

 

Após a reunião com Marcola, Mantega e Vorcaro solicitaram um encontro com Lula. O presidente aceitou recebê-los, e a reunião ocorreu em seguida, no gabinete presidencial. A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim.

 

De acordo com a jornalista Andreza Matais, participaram do encontro Lula, Daniel Vorcaro, Guido Mantega, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, Gabriel Galípolo, então indicado para assumir a presidência do Banco Central, e Augusto Lima, então CEO do Banco Master.

 

Durante a reunião, Vorcaro afirmou a Lula que pretendia, com o Banco Master, reduzir a concentração do sistema bancário brasileiro. Disse também que o BTG, de André Esteves, teria demonstrado interesse na compra do banco, sugerindo um valor simbólico de R$ 1, sob o argumento de falta de lastro. Relatou sentir-se pressionado e perguntou ao presidente se deveria vender o banco ou manter a operação.

 

Lula respondeu de forma enfática. Criticou o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cujo mandato estava próximo do fim, fez comentários negativos sobre André Esteves e recomendou que Vorcaro seguisse sem vender o Banco Master ao BTG.

 

Durante o governo Lula, Mantega se reuniu ainda em outras duas ocasiões com Marcola no Planalto, em 8 de maio e 7 de novembro de 2023. Não há registros de reuniões entre os dois em 2025 e 2026.

 

Após a prisão de Daniel Vorcaro, Guido Mantega passou a defendê-lo em grupos de WhatsApp ligados ao PT, segundo fontes que participam dessas conversas. As mensagens indicavam a leitura de que o banqueiro teria sido alvo de ações de grandes bancos da Faria Lima para conter sua expansão.

 

Com o avanço das investigações e a revelação de fraudes envolvendo o Banco Master, Mantega moderou o discurso e passou a afirmar que a instituição não seria a única a adotar esse tipo de prática.

 

Mantega foi contratado por Vorcaro para atuar em um conselho consultivo do Banco Master e participou da articulação do encontro entre o banqueiro e o presidente Lula no fim de 2024.

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