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Brasileiro toma posse como presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos
Publicado em 27/01/2026 11:25
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Durante posse, Rodrigo Mudrovitsch criticou avanço do unilateralismo no cenário global

O jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch tomou posse como presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede na Costa Rica. Ele havia sido eleito para comandar o tribunal em novembro do ano passado, em votação secreta entre os magistrados da Corte.

 

Mudrovitsch afirmou, durante seu discurso de posse ontem (26), que “temos assistido à ascensão de uma Ordem Internacional” marcada pelo unilateralismo.

 

“Temos assistido, com apreensão, à ascensão de uma Ordem Internacional em que ganha proeminência, em diferentes partes do mundo, o unilateralismo. A paz e a democracia, contudo, só podem ser edificadas de maneira consistente e duradoura quando alicerçadas no respeito aos direitos humanos e ao direito internacional”, declarou o jurista.

 

Mudrovitsch é o 3º brasileiro a presidir o tribunal, que é vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA). A juíza chilena Patricia Pérez Goldberg foi eleita vice-presidente. Os mandatos de ambos se estendem até 31 de dezembro de 2027.

 

Integrante da Corte desde 2022, Mudrovitsch assumiu o cargo aos 36 anos, tornando-se um dos mais jovens juízes do tribunal. Em novembro de 2023, foi eleito vice-presidente em decisão interna dos sete magistrados que compõem a Corte.

 

Ao longo do último ano, período em que completou três anos como juiz e um ano na vice-presidência, o jurista proferiu 31 votos em casos relacionados à promoção e à proteção dos direitos humanos.

 

A Corte Interamericana de Direitos Humanos é responsável por julgar violações graves cometidas por países-membros da OEA.

 

Ainda ontem (26), após a posse de Mudrovitsch, o presidente do STF, Edson Fachin, assinou um termo de compromisso com a Corte Interamericana de Direitos Humanos com a finalidade de intensificar a colaboração que as instituições já mantêm.

 

Entre os compromissos assumidos está, de acordo com o Supremo, “a coordenação para fortalecer suas relações, aprofundar o conhecimento do direito e difundir os instrumentos internacionais de promoção e defesa dos direitos humanos, em prol da melhoria da administração da Justiça”.

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