
Apesar de minimizarem publicamente o ato liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), integrantes do governo e do PT avaliam que a mobilização pode representar o pontapé inicial da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nikolas encerrou no domingo (25) uma manifestação iniciada em Minas Gerais e concluída em Brasília. O ato reuniu milhares de pessoas na capital federal no encerramento do percurso.
Aliados do Lula reconhecem que a manifestação indica que o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro mantém capacidade de mobilização de apoiadores nas ruas até o período eleitoral.
Diante desse cenário, auxiliares do Planalto passaram a discutir uma estratégia descrita internamente como “política de retenção da atenção”. A avaliação é que o governo precisará disputar espaço na agenda pública para conter o avanço da oposição.
No entorno do presidente, a leitura é que Lula deve intensificar inaugurações de obras e acelerar pautas de forte apelo popular. Entre os temas citados está o debate sobre a escala de trabalho 6×1.
Há consenso entre aliados de que o governo precisará adotar postura ofensiva, reforçando a comunicação institucional e destacando ações da gestão federal. Medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil são apontadas como prioridades nesse esforço.
