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Fundos da Reag usaram CNPJ inexistente para declarar R$ 4,1 bi em ações
Fundos da Reag usaram CNPJ inexistente para declarar R$ 4,1 bi em ações
Publicado em 26/01/2026 15:45
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Ao menos 16 fundos administrados pela Reag declararam participações vinculadas a um CNPJ inexistente

Fundos administrados pela Reag Trust registraram participações avaliadas em cerca de R$ 4,1 bilhões em ações usando um CNPJ inexistente. A informação é do Metrópoles, com base em documentos enviados pela própria corretora à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 

Segundo a reportagem, a Reag indicou um mesmo CNPJ como emissor dos ativos declarados, embora o número não exista nos registros da Receita Federal. Nos informes, o cadastro aparece identificado de forma genérica como “emitente geral”.

 

O Metrópoles identificou 16 fundos geridos pela Reag que declararam participações em ações vinculadas a esse CNPJ inválido. A corretora teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 15 de janeiro, em meio a investigações sobre sua atuação no mercado financeiro, incluindo apurações relacionadas ao Banco Master.

 

 

Os dados analisados constam de informes referentes a maio e junho de 2025, últimos balanços encaminhados à CVM pela Reag. Neles, as participações aparecem classificadas como “ações”, o que indica investimentos diretos em empresas, geralmente companhias privadas, holdings ou sociedades de propósito específico, estrutura comum em fundos de investimento em participações (FIPs).

 

A regulamentação exige que esse tipo de ativo tenha identificação precisa do emissor, com CNPJ válido e denominação social correspondente. Nos documentos enviados à CVM, porém, diversas participações foram registradas sob o mesmo cadastro genérico, associado a um CNPJ inexistente. O identificador é usado para investimentos em empresas distintas, com nomes diferentes, o que dificulta a verificação pública dos emissores.

 

Oficialmente, esses fundos não são citados nas investigações da Polícia Federal que envolvem a Reag, tanto na apuração sobre possíveis ligações com o PCC quanto nas investigações relacionadas ao Master, de Daniel Vorcaro.

 

O Metrópoles também identificou o mesmo padrão em fundos administrados por outras gestoras. Em ao menos três fundos da Qore Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, participações relevantes aparecem registradas sob o mesmo CNPJ inexistente, igualmente identificado como “emitente geral”.

 

Em um desses casos, um fundo ligado à Qore declarou à CVM ter praticamente todo o patrimônio aplicado em ações vinculadas a esse cadastro genérico, atribuindo valor de mercado de cerca de R$ 54,3 milhões. Os outros dois fundos informaram investimentos que somam aproximadamente R$ 49 milhões, também sem identificação válida dos emissores.

 

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