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“Quem segura a CPMI do Master se chama Davi Alcolumbre”
Publicado em 23/01/2026 17:49
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Nesta sexta-feira (23), no programa Alive, exibido no YouTube, o jornalista Claudio Dantas afirmou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master não avança por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

 

Segundo Dantas, Alcolumbre tem poder para instalar a CPMI e estaria segurando o pedido porque um aliado político teria aplicado cerca de R$ 400 milhões em CDBs do Banco Master, por meio do fundo de previdência do Amapá. Ele disse que a informação está documentada e que a pressão política passou a se concentrar sobre o senador.

 

Dantas também afirmou que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) atua politicamente em favor do presidente Lula. Segundo ele, Renan é “MDB lulista” e tenta usar o episódio para enfraquecer o deputado Arthur Lira (PP-AL), com quem disputaria uma vaga ao Senado nas eleições de outubro. Dantas citou ainda a disputa política em Alagoas, envolvendo aliados de ambos na corrida pelo governo estadual.

 

Ao relatar passagem recente pelo estado, Dantas mencionou a existência de outdoors que classificou como campanha antecipada e citou um escândalo na área da saúde, com suspeita de desvio de cerca de R$ 100 milhões. Ele afirmou que registrou imagens da situação do sistema de saúde local após precisar de atendimento médico.

 

No mesmo contexto, Dantas criticou a infraestrutura do estado e disse que o eleitor alagoano precisa usar o voto para afastar grupos políticos tradicionais. Ele afirmou que essas lideranças estão há décadas na política e acumulam patrimônio elevado.

 

Em seguida, Dantas abordou o debate público envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a discussão gira em torno do uso da relatoria para autoproteção. Dantas afirmou que o foco não deveria ser apenas essa questão, mas também os interesses de grandes bancos no processo envolvendo o Banco Master.

 

Ele citou o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, como um dos principais interessados na reorganização do mercado financeiro e na chamada “limpeza” de fintechs e instituições menores. Dantas afirmou que a independência do Banco Central durante o governo Bolsonaro alterou a relação de poder no sistema bancário, ao abrir espaço para fintechs e novos fundos de investimento.

 

Segundo Dantas, práticas ilícitas existem no mercado financeiro e os esquemas envolvendo o Banco Master seriam claros. Ele disse, no entanto, que é necessário observar quem se beneficia das investigações. Afirmou que XP e BTG teriam sido grandes distribuidores de CDBs do Banco Master e questionou se essas instituições serão investigadas.

 

Dantas declarou que a relação pessoal entre Dias Toffoli e André Esteves comprometeria a condução do caso. Para ele, essa proximidade inviabilizaria uma investigação técnica e isenta sobre o Banco Master e sobre a responsabilidade de grandes instituições financeiras na distribuição dos títulos.

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