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Caso Master gera seis representações contra Toffoli; Veja detalhes
Publicado em 23/01/2026 17:47
Últimas Notícias

A condução do caso Master pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), motivou seis representações contra o magistrado em diferentes instâncias, como a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Senado Federal.

 

Desde a liquidação do Banco Master, em novembro de 2025, a relatoria de Toffoli passou a ser contestada por decisões consideradas fora do padrão jurídico e por questionamentos envolvendo ligações do ministro com alvos da investigação.

 

 

Das seis representações protocoladas, cinco pedem a suspeição do magistrado. Um desses pedidos já foi rejeitado pela PGR, enquanto outros quatro aguardam manifestação do procurador-geral Paulo Gonet. Além disso, há um pedido de impeachment apresentado ao Senado Federal.

 

O presidente do STF, Edson Fachin, saiu em defesa da atuação de Toffoli. Em nota, afirmou que a conduta do relator é “regular” e que eventuais questionamentos sobre atos processuais serão analisados pelo tribunal após o recesso.

 

Reportagens revelaram que familiares de Toffoli venderam participação no resort Tayayá, no Paraná, para Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Master. A operação envolveu empresa ligada a um irmão do ministro, com sede em Marília (SP). A cunhada de Toffoli negou que o marido tenha tido participação societária no empreendimento.

 

Origem das representações

A primeira representação foi apresentada à PGR em 12 de dezembro pelos deputados Caroline de Toni (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). O pedido citou viagem de Toffoli a Lima, no Peru, para a final da Libertadores, na companhia do advogado Augusto de Arruda Botelho, que representa um diretor do Master.

 

Na época da viagem, Toffoli ainda não era relator do caso. Após ser sorteado para a função, não se declarou impedido. A PGR rejeitou o pedido em 15 de dezembro. No despacho, Paulo Gonet afirmou: “O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”.

 

Após o arquivamento, os mesmos parlamentares apresentaram nova arguição de suspeição, desta vez com base nas ligações familiares de Toffoli com o resort Tayayá. O pedido segue em análise na PGR.

 

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também protocolou pedido de suspeição na PGR, citando vínculos do ministro com o resort, e apresentou aditamento recente ainda não apreciado. Girão é um dos autores do pedido de impeachment contra Toffoli no Senado, ao lado de Damares Alves (Republicanos-DF) e Magno Malta (PL-ES).

 

O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) encaminhou pedido de suspeição à PGR pelo mesmo motivo e solicitou ao CNJ apuração por possível violação à Lei Orgânica da Magistratura. Ambos os pedidos estão em análise.

 

Além das representações formais, Toffoli foi alvo de protesto organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) em frente à sede do Banco Master, em São Paulo, com manifestantes pedindo seu afastamento da relatoria.

 

Confira os detalhes dos pedidos de suspeição de Toffoli

Pedido de impeachment no Senado

Autoria: Eduardo Girão, Magno Malta e Damares Alves

Motivo: “conflito de interesses” e “atos processuais atípicos”

Status: protocolado

Quem decide: Davi Alcolumbre

 

Pedido de suspeição na PGR

Autoria: Adriana Ventura, Carlos Jordy e Carol de Toni

Motivo: viagem a Lima com advogado que representa diretor do Master

Status: negado

Quem decide: Paulo Gonet

 

Pedido de suspeição na PGR

Autoria: Adriana Ventura, Carlos Jordy e Carol de Toni

Motivo: Resort Tayayá e “conexões pessoais e patrimoniais” da família Toffoli com investigados na Operação

Compliance Zero

Status: em análise

Quem decide: Paulo Gonet

 

Pedido de suspeição na PGR

Autoria: Eduardo Girão

Motivo: ligações com o resort Tayayá

Status: em análise

Quem decide: Paulo Gonet

 

 

Pedido de suspeição na PGR

Autoria: Ubiratan Sanderson

Motivo: ligações com o resort Tayayá

Status: em análise

Quem decide: Paulo Gonet

 

Pedido de suspeição no CNJ

Autoria: Ubiratan Sanderson

Motivo: violação à Lei Orgânica da Magistratura

Status: em análise

Quem decide: Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

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