
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta sexta-feira (23) que pretende levar sua pré-candidatura à Presidência da República “até o final”, mesmo diante da movimentação de outros nomes da direita para a disputa de 2026. A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil.
Segundo Zema, sua permanência na corrida presidencial contribuiria para ampliar o debate eleitoral e apresentar ao eleitorado um perfil distinto dos demais concorrentes.
“Levarei a minha pré-candidatura até o final e isso vai contribuir em muito para nós elevarmos o debate. Eu sou um candidato que tem ideias diferentes, que tem um histórico diferente”, afirmou.
O governador destacou sua trajetória fora da política como um diferencial no cenário eleitoral.
“Sou o único que veio do setor privado, que foi empreendedor e que, modéstia à parte, criou cerca de 5 mil empregos que estão funcionando”, disse.
Ao comentar o cenário da disputa, Zema avaliou de forma positiva a existência de várias candidaturas no campo conservador. Para ele, a fragmentação inicial não enfraquece a direita, mas tende a ampliar o volume de votos no primeiro turno.
“À medida que você tem mais candidatos, você tem mais votos. Mais candidatos da direita significam mais votos para a direita, e esses votos serão transferidos para quem passar ao segundo turno”, declarou.
Zema também voltou a criticar a esquerda brasileira, que, segundo ele, estaria concentrada em um único nome. Sem citar diretamente o presidente Lula (PT), o governador afirmou que o campo adversário carece de renovação.
“Hoje, a esquerda só tem um nome que já está para se aposentar, enquanto a direita tem diversos quadros mais jovens”, disse.
Questionado sobre um eventual segundo turno, o governador mineiro garantiu que apoiará qualquer candidato da direita que avance na disputa contra o atual presidente.
“Qualquer que seja o candidato da direita que passe para o segundo turno, eu estarei dando apoio”, afirmou.
Zema lembrou ainda sua atuação na eleição presidencial de 2022 para reforçar o compromisso com a união do campo conservador.
“Eu ganhei para governador no primeiro turno e depois fiquei três semanas trabalhando para o candidato da direita, que naquela ocasião era o Jair Bolsonaro”, disse.