
O cancelamento da visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, gerou desconforto entre aliados do ex-mandatário.
A visita estava prevista para esta quinta-feira (22) e havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro seria o primeiro entre Tarcísio e Bolsonaro desde a prisão do ex-presidente e também marcaria a primeira conversa presencial após Bolsonaro indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência.
Ao jornal O Globo, parlamentares bolsonaristas classificaram o recuo como atípico diante do momento político, marcado pela disputa interna na direita.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que espera que o cancelamento tenha ocorrido apenas por questões de agenda. Segundo ele, o adiamento não deve ser interpretado como sinal de ruptura política.
“Não sei se teve motivo eleitoral. Espero que não”, afirmou.
Interlocutores próximos ao governador relataram que o desconforto aumentou após declarações públicas de Flávio Bolsonaro indicando que Jair Bolsonaro defenderia, no encontro, a reeleição de Tarcísio em São Paulo como prioridade estratégica, afastando qualquer debate sobre candidatura presidencial.
No entorno do governador, a avaliação foi de que a visita passaria a ter peso eleitoral.