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Nicarágua liberta presos políticos sob pressão direta dos EUA
Publicado em 22/01/2026 17:42
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O regime da Nicarágua libertou cerca de 24 presos políticos nos últimos dias, em meio à pressão direta dos Estados Unidos por libertações incondicionais. As informações são de organismos independentes de direitos humanos que acompanham a situação no país.

 

Segundo o Mecanismo para o Reconhecimento de Pessoas Presas Políticas, as libertações ocorrem desde 10 de janeiro e são apresentadas oficialmente pelo regime sandinista como medida de “convivência familiar”, vinculada à “comemoração” dos 19 anos de Daniel Ortega no poder. A entidade confirmou os casos a partir de relatos de familiares.

 

Com essas liberações, o total de presos políticos soltos pelo regime desde o início do mês chega a pelo menos 30, de acordo com a organização.

 

Entidades de direitos humanos afirmam, no entanto, que a repressão não foi interrompida. A ONG Monitoreo Azul y Blanco relata que, dias antes das libertações, o regime decretou estado de alerta interno, reforçou a vigilância em bairros e intensificou o monitoramento de redes sociais em diversas regiões do país.

 

Nesse período, cerca de 60 nicaraguenses foram detidos de forma arbitrária por manifestações de opinião ou interações digitais relacionadas à captura do agora ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Segundo as organizações, 49 dessas pessoas continuam presas.

 

Com isso, o número de presos políticos na Nicarágua chega a pelo menos 87, embora apenas parte esteja oficialmente identificada.

 

As entidades também informam que os libertados não recuperaram liberdade plena. Os relatos indicam restrições de deslocamento, proibição de sair das cidades de origem e obrigação de comparecimento diário às autoridades policiais.

 

As liberações ocorrem após manifestações públicas do governo dos Estados Unidos. Em postagens recentes, órgãos do Departamento de Estado classificaram o regime de Ortega como ilegítimo e exigiram a libertação “incondicional” de todos os presos políticos. Em dezembro, o governo americano afirmou que estava “vigiando” de perto as ações do regime nicaraguense.

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