
Revisa diz que “recuo” de Trump sobre Groenlândia pode ser apenas tático e não definitivo
A “The Economist” estampou em sua capa de hoje (22) uma montagem de Donald Trump montado em um urso polar, em alusão a um meme de Vladimir Putin. No caso do autocrata russo, ele aparece sem camisa sobre um urso na floresta. Na imagem original, porém, estava montado em um cavalo.
Com o título “O verdadeiro perigo representado por Donald Trump”, a reportagem analisa o discurso do presidente dos EUA no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Segundo a revista britânica, os europeus esperavam um ataque frontal sobre a Groenlândia, mas o tom adotado por Trump foi conciliador.
A revista afirma que Trump “mostrou-se quase conciliador” e que, embora tenha exigido a propriedade da ilha dinamarquesa, “abandonou as tarifas, descartou o uso da força e, posteriormente, saudou uma nova ‘estrutura’ e um possível acordo”.
Para a “The Economist”, isso reduziu, ao menos por ora, o risco de uma crise entre EUA e Europa, mas ressalta que o recuo pode ser apenas tático.
O episódio, segundo a revista, deixa três lições: Trump tende a ceder sob pressão sem abandonar objetivos de longo prazo; sua visão estreita e pessimista do mundo corrói a confiança que sustentava as alianças dos EUA; e cada confronto tem potencial “existencial”
Em post no X para divulgar a edição, a The Economist afirmou que “a crise da Groenlândia traz lições para todos os países. Os aliados dos Estados Unidos precisam se preparar para um mundo em que estarão sozinhos e a Otan não existirá mais”.