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CVM: Fraude na Americanas foi arquitetada e executada por ex-CEO
Publicado em 21/01/2026 16:01
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Investigação da comissão indica atuação de executivos sem conhecimento do conselho da empresa

A Superintendência de Processos Sancionadores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu que a fraude de R$ 25 bi na Americanas foi “arquitetada” e “executada” por Miguel Gutierrez, ex-CEO da companhia. A informação é do jornal O Globo.

 

Gutierrez vive na Espanha desde 2023. Neste mês de janeiro, completaram-se três anos desde a revelação da fraude que levou à maior crise da história da varejista.

 

Segundo o jornal, com base na conclusão da CVM, 31 dos 41 investigados pelas autoridades policiais também passaram a ser formalmente apontados pela autarquia por participação no esquema. O grupo inclui diretores estatutários, outros executivos, gestores e colaboradores de diferentes áreas da empresa.

 

 

De acordo com a investigação, o esquema era operado sem o conhecimento do conselho de administração e dos comitês da companhia.

 

O processo de apuração foi concluído no fim de 2025 e reuniu ampla documentação e depoimentos. A área técnica da CVM recomendou a instauração de processo sancionador para punição dos responsáveis e o encaminhamento integral das apurações ao Ministério Público Federal (MPF).

 

Os acusados já foram citados para apresentar defesa na fase preliminar do processo. Após essa etapa, poderão propor termos de compromisso, mecanismo que permite acordos para encerramento das ações administrativas. Somente depois dessa fase o colegiado da CVM analisará o mérito do caso.

 

A expectativa é que o julgamento final na CVM sobre o caso da Americanas leve cerca de um ano.

 

Na peça de acusação, a CVM confirmou o envolvimento de 31 pessoas na fraude. Os técnicos não conseguiram determinar com precisão quando o esquema teve início, mas afirmam que, “pelo que se pôde confirmar, pelo menos desde 2013 havia a utilização de cartas ‘B’ de VPC”.

 

Entre os principais articuladores, segundo a CVM, estão Miguel Gutierrez e os ex-diretores estatutários Anna Saicali, José Timóteo de Barros, Márcio Cruz Meirelles e Fábio Abrate.

 

A investigação da comissão também identificou a participação de diretores não estatutários, gerentes e outros funcionários em diferentes níveis da estrutura da empresa.

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