
As Forças Armadas dos EUA apreenderam ontem (20), no Caribe, mais um petroleiro ligado à Venezuela. Esta foi a 7ª apreensão do tipo desde o início da campanha do presidente norte-americano, Donald Trump, para restringir o fluxo de petróleo venezuelano.
Em comunicado, o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA informou que o navio Sagitta foi apreendido “sem incidentes”. O comando supervisiona cerca de uma dezena de navios de guerra e milhares de soldados posicionados na região do Caribe.
“A apreensão de mais um petroleiro operando em desafio à quarentena estabelecida pelo presidente Trump para embarcações sancionadas no Caribe demonstra nossa determinação em garantir que o único petróleo que sair da Venezuela seja aquele que for coordenado de forma adequada e legal”, afirmou o comando no comunicado.
Embarcações interceptadas estão sob sanções dos EUA ou integram uma “frota paralela” que oculta a origem do petróleo transportado, geralmente proveniente de países sancionados como Irã, Rússia e Venezuela.
De acordo com a agência AP, o Sagitta é um navio-tanque registrado sob bandeira da Libéria e pertence a uma empresa sediada em Hong Kong. Dados de rastreamento indicam que a embarcação deixou de transmitir sua posição há mais de 2 meses, quando navegava a partir do Báltico, no norte da Europa.
Desde a captura do agora ex-ditador socialista Nicolás Maduro pelos EUA, em 3 de janeiro, o governo Trump intensificou o controle sobre ativos venezuelanos como parte de um plano mais amplo de reorganização da indústria de petróleo do país.
A 1ª apreensão de um petroleiro ocorreu em 10 de dezembro, nas proximidades da costa da Venezuela.
