
A Mastercard passou a deter participações acionárias relevantes no Banco de Brasília (BRB) e na varejista online de móveis Westwing após executar garantias vinculadas a dívidas do Will Bank, instituição digital ligada ao conglomerado do Banco Master. O movimento ocorre no contexto da liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central.
No caso da Westwing, a bandeira de cartões assumiu 3.540.768 ações ordinárias, que representam 31,87% do capital social da companhia e conferem direito a voto. Além das ações, a operação envolveu o recebimento de R$ 19 milhões em recursos financeiros, conforme comunicado divulgado ao mercado pela empresa.
Já no BRB, a Mastercard informou a aquisição de 33.684.706 ações, o equivalente a 6,93% do capital total do banco público. Desse total, 11,75 milhões correspondem a ações ordinárias, enquanto 21,93 milhões são ações preferenciais. O valor de mercado do conjunto de papéis é estimado em R$ 237,4 milhões.
As ações haviam sido oferecidas como garantia pelo Will Bank e foram executadas após a instituição deixar de cumprir obrigações financeiras. Em comunicados ao mercado, a Mastercard informou que não pretende exercer direitos políticos nem permanecer como acionista das companhias, indicando que pretende alienar os papéis.
Em nota, a empresa afirmou que a exigência de garantias faz parte de sua política de gestão de risco e tem como objetivo assegurar o cumprimento de obrigações de pagamento por parte dos emissores.
A movimentação ocorre após a Mastercard suspender a aceitação de compras com cartões do Will Bank. Na sequência, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da fintech, enquanto o Banco Master, seu controlador, já estava sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet).
