
Rombo do FGC com casos do Master e do Will ultrapassa R$ 47 bilhões
O FGC estima que terá de reembolsar R$ 6,3 bilhões a pessoas e empresas com depósitos e investimentos no Will Bank, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) nesta manhã (21). Com isso, o rombo do fundo em razão do caso do Banco Master sobe para R$ 47,3 bilhões.
O FGC informou que o valor total exato e o número de beneficiários serão divulgados após a consolidação das informações. O Will Bank possuía passivos relevantes com CDBs adquiridos em plataformas de investimento, somando R$ 5,7 bilhões em 2025.
Cerca de 2,5 milhões de clientes aplicaram recursos no banco, com saldo médio de R$ 300.
Dados mostram que, em setembro de 2025, o passivo do Will em depósitos a prazo era de R$ 6,56 bilhões.
O FGC já havia anunciado um aporte de R$ 41 bilhões aos clientes com a liquidação do Banco Master. Com o adicional de R$ 6,3 bilhões pelo Will Bank, o rombo do fundo ultrapassa R$ 47 bilhões, já que a instituição integrava o mesmo conglomerado do bando de Daniel Vorcaro.
“Cabe destacar que a Will Financeira faz parte do conglomerado Master, o que pode afetar o valor estimado dos desembolsos a serem realizados pelo FGC por conta de alguns beneficiários já terem superado o limite de garantia”, afirmou o fundo nesta tarde.
Os clientes que adquiriram produtos elegíveis ao ressarcimento antes da compra pelo Master, em agosto de 2024, terão a garantia preservada. Já os adquirentes posteriores terão os valores consolidados para respeitar o limite de R$ 250 mil.
“Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro”, completou a autarquia.
O BC justificou a liquidação extrajudicial do Will Bank nesta manhã por “comprometimento de sua situação econômico-financeira”. Eduardo Bianchini, liquidante do Master, já foi nomeado para conduzir o encerramento das operações do Will, e a indisponibilidade de bens dos controladores da instituição foi decretada.
O BC havia adiado a liquidação do Will Bank em novembro de 2025, junto com o Master, devido ao papel do banco na “inclusão financeira”. A expectativa da autarquia era de que surgisse um comprador para o Will.
