
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende recuar da pré-candidatura à Presidência da República em 2026. A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest que o coloca atrás apenas do Lula em um dos cenários testados.
Segundo Flávio, o desempenho no levantamento indica um avanço consistente. Ele afirmou que sua candidatura “não tem volta” e disse que o crescimento de seu nome ocorre de forma rápida e consolidada.
“O resultado ainda não reflete bem a realidade, não é o que as nossas pesquisas internas estão mostrando. Não existe aquela distância entre mim e o Lula no nosso acompanhamento, mas isso pouco importa”, declarou.
O senador concedeu as declarações após deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no local.
Flávio afirmou que a decisão de se lançar ao Palácio do Planalto não partiu de uma articulação pessoal prévia. “Não corri atrás de ser pré-candidato, mas Deus quis”, disse.
Ele também afirmou que continuará atuando em articulações políticas, tanto públicas quanto reservadas, e ressaltou que o crescimento apontado pela Quaest não se limita ao eleitorado bolsonarista.
“O que posso falar é que, graças a Deus, até pesquisas como a Quaest mostram um crescimento gigantesco, rápido, consolidado, não apenas com o eleitorado que se diz bolsonarista, mas com o eleitorado que se considera nem de esquerda, nem de direita. Isso para mim é importante”, afirmou.
Questionado sobre as recentes movimentações envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Flávio disse que defende a união do campo político alinhado à direita e que não fará cobranças por apoio neste momento.
“Pratico aquilo que falo, que é união. É o que vou continuar buscando sempre, porque esse é o caminho”, declarou, ao comentar publicações recentes nas redes sociais que foram interpretadas como sinais de disputa interna por 2026.
O senador afirmou que considera precoce qualquer pressão por posicionamentos formais e disse acreditar que manifestações mais claras de apoio ocorrerão no momento adequado do calendário eleitoral.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana testou cenários para a eleição presidencial de 2026 e mostrou Lula na liderança, com Flávio Bolsonaro aparecendo em segundo lugar em algumas simulações. O levantamento também indicou redução da distância entre o presidente e potenciais adversários no campo da direita.