
Dívida envolve financiamentos do BNDES a obras realizadas por empreiteiras na Venezuela
O valor do calote da Venezuela com o Brasil chegou a US$ 1,856 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões) no fim de 2025, já com juros de mora. A informação é do jornal O Globo.
O montante representa um aumento de US$ 312 milhões durante o 3º mandato de Lula. Antes do início do atual governo, a dívida venezuelana somava US$ 1,54 bilhão.
A dívida está relacionada a empréstimos concedidos pelo BNDES em gestões petistas passadas para financiar obras e serviços executados por empreiteiras brasileiras na Venezuela, como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.
Entre os projetos financiados estão a expansão do metrô de Caracas, a construção da Siderúrgica Nacional e do Estaleiro Astialba.
O modelo previa que o BNDES repassasse recursos em reais diretamente às empresas, enquanto a Venezuela deveria quitar os valores em dólares, com juros. Em caso de inadimplência, os pagamentos eram cobertos pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), mecanismo bancado pelo Tesouro.