
Caso Master corria risco de acabar em “marmelada” no TCU e de Vorcaro ser indenizado
Em entrevista ao ALive de hoje (08), o vereador de Erechim (RS), Rony Gabriel (PL), afirmou que decidiu tornar pública a proposta de contratação de influencers para defender o Banco Master e criticar o Banco Central (BC) após ver notícias indicando que o caso poderia terminar em “marmelada” no TCU.
Segundo o parlamentar, a avaliação, com base nas informações divulgadas, era de que o caso não seria investigado e que “poderiam desfazer a liquidação” do Banco Master, instituição de Daniel Vorcaro liquidada pelo BC.
Na semana passada, o TCU havia decidido inspecionar o Banco Central e os procedimentos que levaram à liquidação do Master. No entanto, nesta quinta (08), o relator do caso, Jhonatan de Jesus, recuou, suspendeu a inspeção e levou o processo ao plenário.
“Desfazendo a liquidação, a gente não teria acesso às provas, a CPMI poderia ir por água abaixo, muita gente poderia acabar sendo prejudicada”, afirmou durante o programa do jornalista Claudio Dantas.
Rony disse ainda que ouviu de jornalistas que Vorcaro, dono do banco, poderia ser indenizado, sob o argumento de que “quem cometeu o erro foi o Banco Central e não o Banco Master”.
“Seria um caso de impunidade tamanha a nível do Brasil”, declarou. “Por esses motivos, acabei tomando a decisão de matar no peito essa multa rescisória e expor que existiu sim essas abordagens”.
O vereador, que também é influencer e afirmou ter recebido uma proposta milionária para defender o “projeto DV”, acrescentou que outro fator determinante para a denúncia foi o fato de Vorcaro “estar com tornozeleira eletrônica”, já que foi alvo da PF por fraudes do Master.
Segundo ele, a situação “se trata claramente de obstrução de Justiça” por parte do dono do banco.
Rony também disse que, quando for procurado pela PF para comentar sobre o caso, vai “apresentar as provas do contato da empresa, vou apresentar o contrato de confidencialidade, o qual eu quebrei, tinha quase R$800 mil, caso eu tivesse aberto essas informações para o público”.
Na visão dele, influenciadores que receberam valores para divulgar criticas ao BC e defender o Master “apenas estavam fazendo seu trabalho”. “É muito provável que eles não tinham noção da gravidade daquele assunto e da narrativa que eles estavam criando”, afirmou.
“A gente está falando de uma suposta milícia digital, mas, para que a pessoa seja culpada, por assim dizer, dessa milícia digital, ela tem que saber que se trata de uma milícia digital. Coisa que a abordagem deles não tratava”, salientou o vereador.
“A abordagem deles tratava que era um reposicionamento de imagem, e que estavam contratando influenciadores para fazer aquele trabalho”, finalizou Rony.