
Presidente da Colômbia ordenou que forças armadas do país ataquem invasores
Gustavo Petro afirmou que, se necessário, poderá voltar a pegar em armas para defender a Colômbia. Declaração foi feita ontem (05) após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que “soa bem” para ele a realização de uma operação militar na Colômbia, após a captura de Nicolás Maduro.
No X, o presidente colombiano disse que deu ordem à força pública para atirar contra o “invasor”. “Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade”, afirmou na rede social.
“Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”, completou, lembrando que participou da guerrilha M19 nos anos 1980.
Petro determinou ainda que comandantes das Força Armadas que não defendam a soberania popular devem deixar a corporação. “Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha”, escreveu no X.
“A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular”, acrescentou Petro, reforçando que a ordem é não atirar contra o povo, mas sim contra o invasor.
O presidente da Colômbia também listou ações de seu governo contra o tráfico de drogas e defendeu sua legitimidade. “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso”.
“Tenho enorme confiança no meu povo, e por isso pedi que o povo defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele”, concluiu Petro.