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Fogo amigo: Militar demitido por Bolsonaro fez denúncia contra Filipe Martins
Publicado em 02/01/2026 13:23
Últimas Notícias

Ricardo Wagner Roquetti é o denunciante do suposto acesso de Filipe Martins ao Linkedin, motivo que levou Alexandre de Moraes a determinar hoje a prisão preventiva do ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro.

 

Em email enviado ao gabinete do ministro do STF, no dia último 28 de dezembro, o coronel-aviador disse que teve seu perfil visitado pelo de Martins. O acesso teria sido identificado por meio da ferramenta nativa “Quem viu seu perfil”.

 

“Eu não possuo relação com o referido indivíduo e não houve qualquer interação que justificasse tal visita. Ressalto que não posso afirmar com certeza se o acesso foi realizado diretamente pelo titular do perfil exibido ou por terceiro, porém, registro que o Linkedin apresentou o visitante com esse nome/perfil, motivo pelo qual comunico o fato para apuração institucional”, escreveu.

 

Na justificativa para o ato, Roquetti ressaltou que o “referido indivíduo estaria submetido a restrições judiciais quanto ao uso/acesso de redes sociais, inclusive por interposta pessoa”.

 

 

“Em razão disso, entendo que a ocorrência descrita pode indicar possível descumprimento de determinação judicial, o que justifica a comunicação imediata ao órgão competente”.

 

No email, o militar pediu também que sua identidade fosse mantida em sigilo, o que foi ignorado por Moraes. O próprio ministro incluiu o email em despacho sobre o caso, expondo o denunciante.

 

 

 

ATRITOS INTERNOS

Roquetti atuou como assessor e diretor no Ministério da Educação (MEC) durante a breve gestão de Ricardo Vélez Rodríguez. Em março de 2019, o então presidente pediu sua exoneração após atritos do militar com Olavo de Carvalho e aliados.

 

 

Ex-aluno de Olavo, Roquetti foi apresentado a Vélez pela deputada Bia Kicis (PL-DF) e logo ganhou a confiança do então ministro; obtendo carta branca para proceder remanejamentos internos na pasta. Logo entrou em conflito com olavistas, rebaixados de posto.

 

Também desgastou o recém-empossado governo ao levar Vélez a enviar a todas as escolas municipais uma carta em que cobrava imagens dos alunos cantando o hino nacional. O ministro também encerrava o texto com o slogan da campanha de Bolsonaro, o que é proibido por lei.

 

Em depoimento à PF no inquérito das Milícias Digitais, Roquetti também acusou Allan do Santos de tentar pressioná-lo para o direcionamento de contratos de publicidade da pasta, logo no início da gestão.

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