
70,5% das ações começaram após chegada de Toffoli na Corte
Roberta Maria Rangel, ex-mulher de Dias Toffoli, ampliou de forma significativa sua atuação no STF e no STJ após 2009, ano em que o ministro tomou posse no Supremo. A advogada atua para grupos como J&F e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Desde então, o número de processos em que Rangel trabalhou nessas duas instâncias passou de 53 para 127, uma alta de cerca de 140%. Do total, 70,5% das ações tiveram início após a chegada de Toffoli ao STF.
Levantamento do Estadão aponta que, no Supremo, 9 dos 35 processos começaram depois da posse do ministro. Já no STJ, foram 118 novos casos em um universo de 145 ações no mesmo período.
Procurados, a advogada e o ministro não se manifestaram sobre o crescimento. As empresas e demais citados também foram contatados, mas não responderam. A Cervejaria Petrópolis e o grupo J&F informaram que não irão comentar.
Segundo o Estadão, movimento semelhante ocorre em outro gabinete do Supremo: a atuação da advogada Viviane Barci de Moraes no STF e no STJ passou de 27 para 152 processos após a posse de Alexandre de Moraes, seu marido.
