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Ministro das Comunicações usou avião da FAB para viajar de férias na Bahia a Brasília
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Publicado em 25/02/2025

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), utilizou uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocar do litoral da Bahia para Brasília enquanto estava de férias com a família. A viagem ocorreu em 10 de janeiro, quando ele foi chamado para uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto.

 

Juscelino justificou o uso do avião oficial alegando que a convocação foi repentina e que não encontrou voos comerciais disponíveis para chegar a tempo. Após o encontro com Lula, o ministro voltou novamente na aeronave da FAB para Porto Seguro, retomando suas férias.

 

 

Regulamento da FAB e voos comerciais disponíveis

As normas da FAB permitem o uso de aeronaves oficiais por ministros apenas em casos de emergências médicas, segurança ou compromissos de trabalho. No entanto, Juscelino Filho estava oficialmente de férias durante todo o mês de janeiro.

 

O Ministério das Comunicações defendeu o uso da aeronave, alegando que a viagem se enquadrava como compromisso oficial e que o deslocamento imediato era necessário. Porém, um levantamento em companhias aéreas identificou um voo comercial que partia de Porto Seguro às 3h40 e chegava a Brasília às 9h, o que poderia permitir a participação do ministro na reunião.

 

 

 

Além disso, não havia justificativa para o retorno à Bahia em avião da FAB, já que voos comerciais regulares operam entre Brasília e Porto Seguro. O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), que também participou da reunião, usou um voo comercial para retornar a Salvador no mesmo dia, ao custo de R$ 2,6 mil.

 

Essa não foi a primeira vez que Juscelino Filho utilizou uma aeronave oficial para fins controversos. Em 2023, ele foi investigado pela Comissão de Ética da Presidência por ter viajado a São Paulo para um leilão de cavalos em um avião da FAB. O ministro é criador da raça quarto de milha, usada em vaquejadas e competições esportivas. A comissão, no entanto, arquivou a investigação por unanimidade.

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