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Vorcaro autorizou cartões de R$ 300 mil para filhos de Moraes, revela PF
Publicado em 01/09/2026 14:00
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Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro mostram que o dono do Banco Master autorizou, em outubro de 2025, a emissão de cartões de crédito para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os cartões tinham limite de R$ 300 mil cada, totalizando R$ 600 mil em crédito. A solicitação foi encaminhada por Guilherme de Toledo Benazzi, administrador do escritório Barci de Moraes, comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

 

A conversa ocorreu em 2 de outubro de 2025. Benazzi procurou Vorcaro para pedir um contato dentro do Banco Master responsável pelos cartões.

 

 

“Bom dia Daniel, é o Guilherme, que trabalha com a Viviane, tudo bom? Quer me passar algum contato para falar a respeito do cartão de crédito da Giuliana e Alexandre?”

 

Vorcaro respondeu encaminhando o contato de Adriana Solano, executiva do Banco Master.

 

Mais tarde, a funcionária procurou o banqueiro para confirmar se poderia prosseguir com a emissão. Na mensagem, ela informou que o pedido havia sido feito por Guilherme, que trabalhava com Viviane Barci.

 

“O Guilherme que trabalha com a dra. Viviane me ligou para emitir cartão para os filhos dela… limite de 300 para cada… posso seguir?”

 

Vorcaro respondeu apenas:

 

“Ok.”

 

As mensagens fazem parte de um relatório da Polícia Federal sobre as relações entre o banqueiro e pessoas ligadas ao ministro. O material foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do STF, que avalia os elementos reunidos pela corporação.

 

Giuliana e Alexandre Barci de Moraes

Giuliana e Alexandre Barci de Moraes. Foto: Divulgação/Escritório Barci de Moraes

 

Contrato de R$ 131 milhões

 

Os cartões aparecem em meio a outros registros envolvendo o Banco Master e o escritório de Viviane Barci. A banca mantinha um contrato de prestação de serviços com o banco de Vorcaro que chegou a R$ 131 milhões.

 

Documentos extraídos do celular do banqueiro também indicam que Moraes editou a versão final do contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de sua mulher.

 

O contrato previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões e foi firmado em janeiro de 2024.

 

A PF também identificou mensagens nas quais Vorcaro tratava com interlocutores sobre a necessidade de obter proteção de pessoas identificadas como “Paulo” e “Andrei”. Os investigadores apontaram os nomes como referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O destinatário da mensagem seria Moraes.

 

O conjunto de informações passou a ser analisado por Mendonça. Para que um ministro do STF seja formalmente investigado, é necessária autorização do plenário da Corte.

 

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