
Ciro Nogueira não quer Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro. Ele barrou a articulação que avançava nos bastidores. O objetivo é garantir o apoio de Lula a sua reeleição ao Senado no Piauí. Colhido pela Policia Federal no âmbito das investigações do caso Master, o cacique do PP também se aproximou do atual governo para tentar evitar o pior.

Ex-aliado de Lula nos dois primeiro mandatos, Ciro se afastou do petista durante a Lava Jato e se aproximou de Jair Bolsonaro, apoiando sua eleição e depois integrando o governo, como ministro da Casa Civil. A relação esfriou, porém, após a prisão do ex-presidente por Alexandre de Moraes.
Antes da escolha de Flávio como candidato, Ciro apostava em Tarcísio de Freitas. Mas a mudança de planos de Bolsonaro e as investigações do Master acabaram forçando o senador a adotar a neutralidade no palanque nacional em outubro. Como o PP está federado com o União Brasil, qualquer decisão precisa ser tomada por consenso – o que não é o caso.
A mesma postura de neutralidade foi adotada por Marcos Pereira, dono do Republicanos. Com os dois aliados, o PL teria cerca de 60% do tempo de TV, da propaganda eleitoral gratuita. Agora, deve adotar a chapa pura e ficar com cerca de 35% a 40%, uma vez que a legislação obriga a redistribuição do tempo das legendas que não tenham candidato próprio em nível nacional.
