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PGE-RJ cobra R$ 641,4 mi do Master por perdas no Rioprevidência
Publicado em 17/07/2026 13:21
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A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) entrou ontem (16) com três ações judiciais contra a Master Corretora, de Daniel Vorcaro, e gestoras de fundos de investimento para apurar prejuízos sofridos pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).

 

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As ações envolvem perdas estimadas em R$ 641,4 milhões em recursos públicos aplicados em fundos administrados pelo conglomerado, que está em processo de liquidação extrajudicial.

 

Os processos têm como alvo investimentos do Rioprevidência nos fundos Revolution e Texas I FIA, vinculados ao Master.

 

 

Segundo a PGE, a perda relacionada ao Texas I FIA está ligada a uma “compra coordenada” de ações da Ambipar. A Procuradoria afirma que, entre julho e agosto de 2024, a Trustee DTVM, empresa ligada à “Carbono Oculto”, que investiga lavagem de dinheiro do PCC, teria adquirido grandes volumes dos papéis por meio de fundos, provocando uma valorização artificial dos ativos.

 

“O Rioprevidência foi vítima de uma armadilha arquitetada pela administração e pela gestão do Texas I FIA, que vendeu ao ente público quotas de um fundo lastreado em uma ação desprovida de fundamento”, afirma a petição.

 

A PGE informou que o Texas I FIA ficou em desacordo com regras da CVM em novembro de 2025, com apenas 31% do patrimônio aplicado em ações, abaixo dos 67% exigidos para fundos de ações.

 

No caso do fundo Revolution, a Procuradoria aponta que a Acura votou favoravelmente, em nome do fundo, a mudanças no regulamento do FIDC Eicon que teriam prejudicado os cotistas, incluindo o Rioprevidência, que possui 10,7% do fundo. Entre as alterações estavam a renúncia a direitos de voto e a ampliação em 48 meses do prazo de amortização do investimento.

 

As medidas cautelares solicitadas pela PGE somam R$ 616,6 milhões, considerando os R$ 481,4 milhões investidos no Revolution e os R$ 135,1 milhões de perdas atribuídas ao Texas I FIA.

 

A Procuradoria também pediu o bloqueio de ativos por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) e a indisponibilidade de imóveis, veículos, ações, marcas, embarcações, aeronaves e criptomoedas dos réus.

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