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China: Acusações de Trump sobre interferência eleitoral são “pura invenção”
Publicado em 17/07/2026 13:42
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O regime comunista chinês rejeitou nesta manhã (17) as acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Pequim teria interferido nas eleições americanas de 2020. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, classificou as declarações como “pura invenção”.

 

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“São puras invenções e calúnias maliciosas que há muito tempo já se demonstrou serem infundadas”, afirmou Lin durante entrevista coletiva. Segundo o porta-voz, as declarações de Trump representam “uma campanha difamatória maliciosa”.

 

“A China não tem qualquer interesse nas eleições dos EUA e nunca interferiu nelas”, disse Lin. De acordo com ele, “a comunidade internacional vê com muita clareza quem é que habitualmente interfere nos assuntos internos de outros países”.

 

 

“Instamos a parte americana a refletir sobre suas próprias ações, deixar de difamar a China sem fundamento, abster-se de transformar a China em tema de suas eleições e fazer mais para beneficiar as relações entre China e EUA”, completou.

 

As declarações de Lin ocorreram após Trump acusar a China, em discurso à nação na noite de ontem (16), de obter ilegalmente registros de 220 milhões de eleitores americanos durante a eleição de 2020. O republicano classificou o episódio como “o maior comprometimento de dados eleitorais da história”.

 

Segundo Trump, o vazamento teria envolvido nomes, informações de contato, preferências partidárias e “outros dados sensíveis”. O presidente americano chamou o caso de “pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral”.

 

Trump afirmou ainda que a China teria tentado influenciar as eleições legislativas de 2018, quando os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes.

 

O presidente dos EUA também acusou o governo chinês de usar contatos com empresas americanas para fazê-las agir “contra” ele e para “identificar jornalistas americanos para que escrevessem mais artigos negativos a seu respeito”.

 

Durante o discurso, Trump também pediu ao FBI a abertura de uma investigação sobre a interferência da China nas eleições.

 

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