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Comércio entre Brasil e EUA recua 14,3%
Publicado em 11/06/2026 11:36
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O fluxo de comércio entre Brasil e Estados Unidos recuou 14,3% de janeiro a maio de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do relatório Monitor do Comércio Brasil-EUA, divulgado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).

Seção 301: EUA propõem taxar em 25% importações brasileiras

As exportações brasileiras para o mercado norte-americano voltaram ao patamar de 2023 sob o impacto do tarifaço imposto pelo governo Trump em agosto de 2025.

 

O intercâmbio comercial entre os dois países somou US$ 29,5 bilhões nos primeiros 5 meses de 2026. As exportações brasileiras caíram 16%, para US$ 14 bilhões, enquanto as importações vindas dos Estados Unidos recuaram 12,6%, para US$ 15,5 bilhões.

 

 

Com isso, o déficit comercial brasileiro na relação bilateral aumentou 43,3% e atingiu US$ 1,5 bilhão.

 

A queda consolida uma tendência iniciada em agosto de 2025, quando Trump aplicou uma sobretaxa sobre bens industriais brasileiros. O movimento reduziu o fluxo comercial com o 2º maior parceiro comercial do Brasil e elevou os custos de insumos industriais.

 

Segundo a Amcham, o resultado reflete diretamente as tarifas adicionais de 40% e 50% impostas no ano passado. Entre agosto e dezembro de 2025, as exportações dos produtos atingidos pelas medidas somaram US$ 8,8 bilhões, ante US$ 11,2 bilhões no mesmo período de 2024. A retração foi de 21,6% logo após a entrada em vigor das tarifas.

 

Janeiro de 2026 abriu o ano com queda de 25,5% nas exportações brasileiras para os Estados Unidos, que totalizaram US$ 2,4 bilhões. Foi o 6º mês consecutivo de recuo nas vendas externas para o mercado norte-americano.

 

A comercialização de produtos industriais atingidos pelo aumento de impostos despencou 38,2% no início de 2026, de acordo com a entidade.

 

Em fevereiro de 2026, as exportações para os Estados Unidos recuaram 20,3% na comparação com fevereiro de 2025, somando US$ 2,5 bilhões.

 

O avanço do déficit comercial amplia a pressão sobre as contas externas brasileiras e força empresas a reorganizarem cadeias logísticas para reduzir os impactos das tarifas.

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