Offline
MENU
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/9f22fe65968d79b6f45efc1523e4c4aa.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/113401/slider/80a574611830c0240c40e4d3d91929b3.png
Desdobramento da Carbono Oculto mira novo esquema de lavagem do PCC com fintechs
Publicado em 28/05/2026 11:57
Últimas Notícias

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta manhã (28) a Operação Fluxo Oculto, desdobramento da Operação Carbono Oculto, considerada a maior ação contra o crime organizado da história do País e que apura a infiltração do PCC no setor de combustíveis e no mercado financeiro.

Proposta na Câmara quer classificar PCC e CV como grupos terroristas

 

Estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão no momento, contando também com apoio dos GAECOs dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Paraná.

 

O objetivo da nova operação é avançar, de acordo com o MP, no “desmantelamento do esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis por meio da apreensão de evidências dos ilícitos e da identificação de outros eventuais participantes”.

 

 

Os focos principais da ação de hoje são mais seis fintechs descobertas e a adulteração de combustível com uso de nafta (solvente). Também fazem parte da ação a Receita Federal, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado, a Polícia Militar e a Polícia Civil.

 

Segundo o MPSP, após a deflagração da Carbono Oculto, “foram descobertas mais seis fintechs que atuavam como bancos paralelos da organização criminosa”: “Elas compunham um poderoso núcleo financeiro, sendo utilizadas para compensações financeiras internas entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, compensações financeiras entre empresas e fundos de investimentos administrados pela organização criminosa, pagamentos de colaboradores e pagamentos de gastos e investimentos pessoais dos principais operadores”.

 

Juntas, as seis fintechs movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. De acordo com a Receita, “houve a constatação de operações suspeitas, principalmente com depósitos realizados em espécie, procedimento estranho à natureza de uma instituição de pagamento, e contas abertas em outras instituições de pagamento, gerando uma dupla camada de ocultação”.

 

Entre 2022 e 2024, uma dessas fintechs vinculadas ao PCC recebeu depósitos de mais de R$ 1 bilhão em espécie.

 

Em outra frente, o MPSP denunciou núcleo envolvido com o desvio de nafta petroquímica para terminais e postos de combustível. Apuração conjunta com a ANP revelou “robusta estrutura de falsidades, com simulada venda de solventes para empresas-fantasma”:

 

 

“A denúncia descreve estrutura criminosa criada para a abertura serial de empresas nos mais diversos estados do país. Os denunciados utilizavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até presos para constituir pessoas jurídicas que supostamente adquiriam solventes, na prática desviados para a Grande São Paulo”.

 

A investigação conjunta do GAECO e da Receita identificou que, neste núcleo, “são utilizados os mesmos mecanismos de ocultação patrimonial. Além das instituições de pagamento, a movimentação financeira envolvia fundos de investimento, utilizados de forma fraudulenta para dissimulação dos reais beneficiários dos negócios da organização”.

 

Comentários
Comentário enviado com sucesso!