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“1ª Marcha pelo Lugar da Mulher” acontece em São Paulo no dia 31
Publicado em 27/05/2026 11:40
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No próximo dia 31 de maio, na Avenida Paulista, em São Paulo, acontecerá a “1ª Marcha pelo Lugar da Mulher”. A concentração terá início às 15h, em frente ao MASP, e reunirá mulheres conservadoras e liberais contra movimentos ideológicos de esquerda que tentam redefinir o que é ser mulher.

O ato em defesa das mulheres também será aberto à participação de homens e pessoas trans que apoiem a pauta do movimento.

 

De acordo com a empresária e ativista Bárbara Hannelore, uma das porta-vozes da manifestação, o ato “não é sobre ódio”, mas sobre o lugar da mulher “no corpo, na lei e na vida”: “É um ato de mulheres e de homens unidos, de todas as idades, todas as cores, crenças, de todo lugar do Brasil, que ainda acredita que ser mulher é uma categoria que existe”.

 

 

Segundo Bárara, projetos de lei em tramitação no Congresso estariam sendo articulados “pra calar a nossa voz”, como propostas que redefinem a palavra mulher na legislação: “O apagamento do que foi conquistado por tantas mulheres que sangraram antes de nós”.

 

“Esse é só o início desse movimento. Pra que nós possamos, de fato, ocupar o lugar que é nosso. Sem que nenhum tipo de movimento ideológico apague as mulheres da história”, diz a ativista em um vídeo de divulgação do ato publicado nas redes sociais.

 

Em outra gravação de convocação para a manifestação, Bárbara afirma que é mãe e não “pessoa que gesta” ou “progenitora A”: “Eu não sou um conceito neutro numa folha de papel. Quando apagam a palavra mãe de documentos e políticas públicas, estão apagando a minha história, a minha biologia e o meu lugar. Maternidade não é um termo ultrapassado, é a força que move esse mundo”.

 

A cientista política Júlia Lucy, que também atua como porta-voz da manifestação, convocou apoiadores para o ato durante o programa ALive na semana passada. “A gente tem que colocar de novo o lugar da mãe no lugar onde é mãe, porque só mulher é mãe”, defendeu.

 

Além de ser porta-voz da marcha, Lucy também lidera o movimento “Ele Nunca Será Mulher”, que defende a identidade feminina e visa combater o avanço da agenda progressista que promove a “perda de espaços de segurança e de poder” das mulheres brasileiras.

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