
O Democracia Cristã (DC) oficializou no fim de semana a pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa à Presidência da República, substituindo o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo.

Após o anúncio, Aldo divulgou nota nas redes sociais criticando a escolha do ex-presidente do STF. Segundo ele, a troca é uma “afronta a tudo o que defendo como relações políticas”.
Joaquim Barbosa ganhou projeção nacional como relator do julgamento do Mensalão e se tornou o 1º negro a presidir o Supremo, entre 2012 e 2014. Aposentado da Corte há 10 anos, passou a atuar na advocacia privada.
Em comunicado assinado pelo presidente nacional do DC, João Caldas, o partido afirmou que “o povo brasileiro merece um novo capítulo em sua história” e apresentou Barbosa como nome capaz de reconstruir a “confiança do povo brasileiro nas instituições”.
Na reação ao anúncio, Aldo afirmou que a articulação em torno do ex-ministro do Supremo representa uma “afronta a tudo o que defende como relações políticas” e classificou a divulgação da candidatura como um “balão de ensaio”.

O ex-ministro também afirmou que manterá sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto: “Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos. Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil, ancorado na minha biografia sem mácula e na minha experiência na administração pública e no Congresso Nacional”.
