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Bia Kicis desmente Tábata e Pastor Henrique sobre emendas para filme
Publicado em 18/05/2026 11:45
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A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) negou nesta sexta-feira (15) ter destinado emendas parlamentares para entidades ligadas à produção de Dark Horse, filme inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Bia Kicis

A parlamentar reagiu após a abertura de uma apuração no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de representação apresentada por Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ).

 

Segundo os parlamentares, há suspeitas de possíveis irregularidades na destinação de emendas a entidades e empresas vinculadas à produtora Karina Ferreira da Gama, além de indícios de fragmentação de repasses que poderiam dificultar a rastreabilidade dos recursos.

 

 

Em nota, Bia Kicis afirmou ter recebido a ação com “estranhamento” e acusou os autores da representação de associarem seu nome a informações incorretas.

 

“A Deputada Federal Bia Kicis recebe com estranhamento a representação ao Supremo de autoria da Deputada Federal Tábata Amaral e do Deputado Pastor Henrique Vieira, que falsamente atribui à esta parlamentar a destinação de emendas para a empresa Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura para a produção de filme ou qualquer conteúdo audiovisual relacionado à vida do Presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.

 

A deputada também sustentou que a única emenda destinada à área audiovisual por seu gabinete foi de R$ 150 mil, voltada a um projeto de caráter cultural e educativo.

 

“A única emenda que foi destinada para produção audiovisual por esta Parlamentar foi no valor de R$150.000,00”, declarou.

 

Segundo a parlamentar, os recursos seriam aplicados na produção dos episódios “Portugal: Luz para o Brasil”, “José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil” e “Dom Pedro I: o Libertador”. O projeto, segundo a nota, teria foco educacional e previsão de alcance de estudantes e geração de empregos.

 

Bia Kicis afirmou ainda que a verba citada não foi executada até o momento e rejeitou qualquer relação entre os recursos e a produção do filme sobre Bolsonaro.

 

“Ressalte-se, ainda, que o valor indicado sequer foi pago até o presente momento, inexistindo, portanto, qualquer execução financeira vinculada à referida emenda”, disse.

 

 

Na manifestação, a deputada afirmou que os recursos seguiram critérios administrativos e legais e criticou o que chamou de “tentativas de associação indevida” da emenda a finalidades diferentes das aprovadas originalmente.

 

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