
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi convidado por Kassio Nunes Marques para a cerimônia de sua posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para esta terça-feira (12), em Brasília.

Mesmo em prisão domiciliar por condenação no caso da suposta “trama golpista”, Jair recebeu o convite em razão do protocolo adotado pela Corte, que tradicionalmente convida atuais e ex-presidentes da República para a solenidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi chamado para o evento de Nunes Marques.
O magistrado assumirá o comando do TSE no lugar de Cármen Lúcia, que antecipou sua saída da presidência da Corte, inicialmente prevista para junho. A vice-presidência ficará com André Mendonça.
Os dois ministros foram indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Bolsonaro e serão responsáveis por conduzir os trabalhos da Justiça Eleitoral nas eleições deste ano.
A posse ocorre a menos de cinco meses do primeiro turno. Ao anunciar a antecipação da transição, Cármen afirmou que a medida buscava garantir “equilíbrio e calma” na passagem das funções. Segundo ela, mudanças no comando do tribunal muito próximas do pleito podem comprometer a estabilidade administrativa da eleição.
A troca na presidência também alterará a composição do TSE. Com a saída de Cármen da Corte, Dias Toffoli passará a integrar o TSE. A expectativa é que ele já participe da sessão plenária prevista para quinta.
O mandato de Nunes Marques na presidência do TSE vai até maio de 2028. Depois disso, Mendonça assumirá o comando da Corte e permanecerá no tribunal até 2030, às vésperas de uma nova eleição presidencial.
