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Novo aciona MPF contra diretor da PF por viagem paga por Master
Publicado em 04/05/2026 12:29
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O partido Novo protocolou, na última semana, duas representações contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, questionando a legalidade e a ética de sua participação em um evento em Londres custeado por agentes privados, entre eles o Banco Master, que é alvo de investigações conduzidas pela própria PF.

 

De acordo com o diretor-geral, a PF adota protocolos rígidos para evitar questionamentos futuros sobre a validade do processo.

Uma das ações foi enviada ao Ministério Público Federal no Distrito Federal, com pedido de apuração por possível ato de improbidade administrativa. A outra foi protocolada na Comissão de Ética Pública da Presidência da República, solicitando investigação por eventual conflito de interesses. As representações são assinadas pelo desembargador aposentado e pré-candidato ao Senado pelo Novo no DF, Sebastião Coelho.

 

Segundo os documentos, o caso envolve a participação de Andrei Rodrigues no “1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias”, realizado entre 24 e 26 de abril de 2024, em Londres. As despesas de hospedagem, alimentação e deslocamento teriam sido custeadas por organizadores privados, incluindo o Banco Master.

 

 

A própria Polícia Federal informou, em resposta via Lei de Acesso à Informação, que não houve pagamento de diárias ao diretor-geral, pois os custos foram pagos por terceiros. O órgão também declarou não ter conhecimento dos valores desembolsados.

 

Representação Comissão de Ética Presidência – NOVO x Andrei Rodrigues – Caso Master(1)Baixar

De acordo com a representação, a hospedagem ocorreu em hotel de alto padrão, com diárias estimadas em cerca de R$ 6 mil. O documento também menciona participação em evento privado com consumo de itens de alto valor, financiado por agente ligado ao banco.

 

O Novo aponta que o Banco Master, responsável pelo custeio, é investigado pela Polícia Federal, o que, segundo o partido, configura potencial conflito de interesses. A legenda sustenta que a relação entre o agente público e o financiador pode comprometer a atuação institucional.

 

“O Brasil não pode conviver com zonas cinzentas quando se trata da atuação de autoridades públicas. A confiança nas instituições depende de regras claras e do seu cumprimento rigoroso. Se isso for tratado com normalidade, abre-se um precedente perigosíssimo: o de que autoridades podem se relacionar com investigados sem qualquer consequência”, afirmou Eduardo Ribeiro, presidente do Novo.

 

 

Na representação ao MPF, o partido argumenta que o recebimento de benefícios pagos por ente privado com interesse na atuação da autoridade pode configurar violação à Lei de Conflito de Interesses e à Lei de Improbidade Administrativa.

 

Já no pedido à Comissão de Ética, o Novo aponta possível descumprimento das regras sobre hospitalidade a agentes públicos, com questionamentos sobre ausência de autorização prévia e sobre a dimensão dos benefícios recebidos.

 

O documento cita que a legislação considera conflito de interesses situações em que há confronto entre interesses públicos e privados capaz de influenciar o desempenho da função. Também destaca que vantagens recebidas ultrapassariam limites considerados aceitáveis como brindes ou hospitalidade institucional.

 

As representações pedem a apuração dos fatos, verificação de eventuais autorizações formais e aplicação de sanções, caso sejam constatadas irregularidades.

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